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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

30 anos: o momento da reflexão

Completar 30 anos provoca reações variadas e complexas. Para mim foi um momento de reflexão, de avaliar o que precisava ser mudado e partir para a ação. Confesso que cheguei aos 30 feliz com as minhas experiência pessoais, que boas ou ruins (algumas muito ruins), forjaram quem sou e fortaleceram laços com aqueles que eu estimo. Mas quando atingi os 30, fiz minha auto avaliação e não parei para refletir sobre a experiência dos outros. Hoje, com 31, vejo outras pessoas chegando aos 30 e observei que as reações foram bem diferentes.

A síndrome do “sentindo-se velho”

Há pessoas que acham que ter 30 é sinônimo de ser velho: ter papo de velho, sentir os limites que a idade dá ao corpo e só querer fazer programas de velho.
1) Papo de velho. O que é papo de velho? Pensando o contrário: o que é papo de jovem? A balada? Falar de quem está ficando com quem? A roupa irada que alguém comprou? O novo corte de cabelo que dá um visual maneiro? O último filme que está bombando nas bilheterias? O jogo em rede do momento?
Comparativamente, pessoas mais velhas podem falar das mesmas coisas. O que muda é o peso que essas coisas tem em suas vidas, pois surgem outras coisas mais relevantes, como pagar as contas com o próprio salário, por exemplo. No domingo, você sai de casa sabendo que a hora da sua volta não pode te atrasar para estar no trabalho na 2ª feira, o que é bem diferente de sair com a preocupação de saber o limites de faltas para ver se vai dar para matar aula. As prioridades mudam, pois a liberdade de viver sozinho implica em se sustentar sozinho ou em família e traz responsabilidades bem diferentes daquelas que se tem vivendo com os pais ou em república. O papo passa a incluir o chefe autoritário que sobrecarrega ou não valoriza você, o colega folgado que não trabalha direito ou aquele que faz tudo para prejudicar os outros e o chefe não percebe. Ainda se fala de baladas, shows e outros programas noturnos, mas também se fala de problemas de relacionamentos, o que não existe para quem está apenas “ficando”. Há aqueles que já casaram, tiveram filhos, divorciaram, financiaram imóveis, carros, etc, o que trás assuntos diferentes da época do “ficar” e viver com a mesada, a bolsa de estudos ou similares. Pode-se falar do marido que colabora ou não com as tarefas domésticas, das dificuldades do filho calmo ou hiperativo, dos problemas com o ex-marido e ainda falar de atualidades. Os relacionamentos são mais duradouros e profundos, mas o envolvimento com as atualidades depende do interesse e empenho pessoal, o que não é determinado pela idade e sim pelas particularidades de cada um. Eu, por exemplo, sempre fui desatualizada e desligada para um monte de assuntos, me concentrando nas atualidades de alguns temas bem específicos (anime/ mangá, meio ambiente) e isso sempre foi dessa maneira e quem sabe se assim será. Não fiquei mais desatualizada com a idade. Acho até que algumas coisas melhoraram, pois a Internet me forneceu mais acesso e variedades de informação. O que me faz concluir que atualidade é algo que varia mais com gosto do que com a idade e que esse comentário de “papo de velho” é que está obsoleto.
Foi-se o tempo que papo de velho era só saber trocar receita culinária, de tricô, crochê, bordado e ponto cruz para as mulheres e falar de futebol, carro, ferramentas e bebidas para os homens. Não que esses assuntos não possam ser abordados por jovens, mas falar só disso devia ser muito chato. Hoje em dia, velho é o papo de quem não fala de nada novo, nem que seja para falar sempre do mesmo jogo de video game. Independente da idade, o importante é buscar algo de que goste e se atualizar!
2) Sentindo os limites da idade. Quais são os limites físicos e mentais de alguém da sua idade? Será que realmente usamos o máximo de nossas capacidades? E será que nós nos preparamos para poder usufruir o máximo? Sei, por exemplo, que sempre fui sedentária. Portanto, não posso esperar uma resposta do meu corpo da mesma maneira que um atleta da minha idade esperaria. E a culpa é da idade? Não, o que me levou a começar a praticar um esporte regularmente e já melhorei meu condicionamento. Por isso, afirmo que os limites que a idade traz são menores do que aqueles que você coloca para si. É claro que a degradação do físico ocorre ao longo dos anos, mas é muito menor se você praticar algum esporte. E a sua memória, como anda? Esquecida? Quer um cérebro com um raciocínio mais rápido? Exercite-o: para a memória, palavras cruzadas, para a agilidade mental, faça contas sem a calculadora. Leia mais livros e amplie seu vocabulário.
O corpo e a mente se desgastam, mas com cuidados regulares, muito menos. Agora, não fazer nada para se cuidar e querer estar com 30 igualzinho a quando se tinha 20 anos é pedir muito. E se você bebeu e fumou demais, dormiu de menos e só comeu porcaria até agora, nem se fala… Sei que é duro saber que muitas coisas que você acha legal são prejudiciais à saúde, mas as regras estão aí e para se ganhar mais qualidade de vida é preciso segui-las. Então, se de hoje em diante você se cuidar, quem sabe você não melhora naquele ponto que incomoda? Não digo que tudo vai ficar ótimo, mas quem sabe daqui alguns anos você se surpreenda positivamente!
3) Programas de velho. Altamente definidos pelo gosto pessoal, os programas que são assim rotulados costumam envolver idas ao restaurante, tardes de bate-papo numa sorveteria, jogos de tabuleiro em casa ou um filme com pipoca. É claro que quem faz 30 pode querer fazer isso. Sim, pode. Isso e muito mais. Além dos programas a serem realizados durante o dia, que podem envolvem várias faixas etárias e permitir que as crianças possam participar, há também os programas que podem ser realizados entre casais e as saídas noturnas. Aos 20 anos você não faz programas com os filhos pois a maioria não os tem e várias pessoas que tem filhos os deixam com a mãe e saem sozinhos com os amigos.
Já aos 30, você procura dividir seus momentos de lazer com a família, os amigos e as convenções sociais. É preciso dar atenção:
1- aos pais (se você estiver numa união estável, são dois pais e duas mães querendo atenção),
2- aos filhos (que podem ser um ou vários, com faixas etárias diferentes e que precisam de diversão adequada para a idade),
3- aos irmãos (eu só costumo comemorar seus respectivos aniversários, mas quem costumava sair com seus irmãos quando morava com eles, precisa separar um tempo para fazer algo com eles depois que saiu de casa),
4- aos amigos (que podem incluir programas para solteiros ou casais e que podem ser tranquilos ou animados),
5- aos colegas de trabalho (é preciso comparecer aos happy hours e churrascos para que a equipe te aceite como membro),
6- aos vizinhos (que podem chamar para o aniversário dos filhos deles ou para bater papo),
7- aos amigos dos seus filhos (e ter que ir naquelas festinhas de crianças onde, se você não conhecer ninguém, pode ser muito chato),
8- ao companheiro (que precisa de uma atenção especial e pode querer dividir um momento romântico a dois ou uma ida a um show agitado…),
9- aos tios, primos, avós, etc.
Enfim chegar aos 30 é aprender a fazer malabarismo pois você precisa dar atenção para um monte de pessoas e, em geral, não tem muito tempo. Programa de velho é fazer nada e deixar o tempo passar. Enquanto a vida for ativa, não há programa de velho.

A síndrome do “eu ainda não fiz nada de importante na minha vida”

Muitas pessoas acharam que chegariam aos 30 com a vida completamente resolvida: bem casadas, talvez com filhos, com um bom emprego, com perspectivas de crescimento na carreira, com algum conforto financeiro, com carro ou talvez casa própria, enfim, com uma série de objetivos alcançados.
Quem ainda não atingiu um ou mais desses objetivos, tem a tendência de achar que está atrasada, que já é tarde para conseguir o que gostaria ou que talvez, se não conseguiu até agora, não vai conseguir mais. E entra em depressão. Calma: ter 30 anos e não atingir seus objetivos não é o fim do mundo, muito pelo contrário, é o começo. É chegar aos 30, valorizar o que se tem e correr atrás do que te falta. Ter objetivos é ótimo! Triste é a vida de quem acorda de manhã e não tem motivação sequer para sair da cama. Objetivos impulsionam a vida, metas norteiam ações e atitudes diárias conduzem nossos passos em direção da concretização das nossas aspirações.
Se ainda falta muito, descubra o que você precisa fazer para que falte menos e faça. Afinal, a expectativa de vida anda cada vez maior e há muito tempo pela frente, quem sabe até mais de duas vezes o que você já viveu. Então, troque o desânimo e o resmungo por planejamento e atitude!

O que os outros pensam ou falam para você…

Os mais velhos:

“Já está com 30 e continua com esse tipo de atitude?”
“Não acredito que você fez (ou vai fazer isso)! Quando é que você vai amadurecer?”
“Na sua idade, eu já tinha casado, tido filhos e tinha um monte de coisas para me preocupar. Se continuar escolhendo desse jeito, vai morrer sozinha(o)!”
“Você ainda não viveu nada! Espera só passar os 40 e depois a gente conversa.”
“Um filho? Você não sabe o que é problemas. Tive 4. Isso sim era ter trabalho.”
“Sua filha tem quantos anos? Só 9? Espera ela chegar na adolescência e aí sim você vai ver o que é preocupação.”
“Tenha paciência. Tive de aguentar muita coisa para segurar o casamento.”
“Vai se separar? Por quê? Ele te traiu? Chegou em casa bêbado e te bateu? Não? Então não tem motivos!”
“Ela pediu separação por que tem outro. Não pode ser por que ela deixou de gostar do meu filho…”
“Ela está namorando? Pois pode apostar que vai dar mais atenção para o outro do que para a própria filha!”
“Está com dor no joelho? Depois dos 40 fica pior!”
“Está reclamando das cólicas? Espera só a menopausa!”
“Está se queixando de que está sem pique de correr atrás da bola? Pois eu operei o joelho e não posso nem pensar em futebol.”
“A sua digestão anda ruim? Depois dos 40 a lista do que me faz mal só aumentou.”
“Está achando que tem muito trabalho? Você é muito novinha, tem mais é que ralar mesmo!”
“Não acredito que ainda não tem um carro! Eu teria dois empregos e daria um jeito de ter um!”

Os mais jovens:

“Já vai dormir?”
“Deixa para lá, você não vai entender.”
“Já cansou?”
“Você está por fora.”
“Quando eu tiver a sua idade, não vou querer/ vou querer…”
“Não aguenta mais?”
“Não adianta perguntar para ela que ela não sabe.”
“Você vive esquecendo.” ou “Você nunca se lembra.”

Os 30 anos servem como um marco para a reflexão. Não se deve perder tempo com o que os outros dizem ou pensam sobre você. Você sempre será velho demais para os jovens e novo demais para os mais velhos. Decida o que você pensa a seu respeito. Se avalie: faça um balanço da sua pessoa e da sua vida. Veja o quanto você já mudou, conquistou, descobriu, amadureceu e o perceba o que falta. Valorize seus pontos positivos. E faça o principal: mude e corra atrás do que falta para você!


Relacionado ao assunto (após 51 páginas de pesquisa no Google, ufa!):
Filme:
De repente 30 (após um pedido, passaram-se 17 anos e a menina se transformou numa garota de 13 anos no corpo de uma mulher de 30).

Blogs e matérias
:http://www.meninasde30.blogger.com.br/
http://vvdavivian.blogspot.com/
http://www.mulherde30.com.br/
http://mulhertrinta.blogspot.com/ - tirinhas divertidas
http://pt.shvoong.com/humanities/1705241-homens-30/
http://pt.petitchef.com/receitas/a-mulher-de-30-anos-satisfaz-tudo-fid-274358http://mulher-de-trinta.blogspot.com/
http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI3039992-EI4788,00-Sou+uma+mulher+de+E+agora.html
http://algunstrintaanos.blogspot.com/2009/11/ja-chegou-nos-30-e-poucos-anos.html
http://ederepentejanos30.blogspot.com/2008/08/e-quando-se-chega-aos-30.html
http://meuchuveiro.blogspot.com/2009/04/perto-dos-30.html
http://bemvindaaonumero30.blogspot.com/2008/11/um-dia-eu-li-que-angstia-sensao-do-nada.html
http://www.reflexoesdepoisdos30.blogspot.com/

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Finados: Um momento de reflexão

Muitas religiões prestam homenagem aos seus antepassados, o que demonstra a valorização daqueles que são as origens da nossa família. Saber a importância daqueles que são o motivo de existirmos hoje é fundamental, por isso venho ressaltar não a importância de valorizar os que já partiram, mas sim daqueles que ainda estão entre nós: nossos pais idosos, avós e bisavós.
Muitos moram conosco e não lhes damos a verdadeira atenção. Outros, moram distantes e não ligamos ou visitamos, esquecendo de separar uma parte do nosso tempo para conversar com eles. Agora, vou contar três histórias, para que você as conheça e reflita sobre elas.

Uma senhora de oitenta anos me contou que teve quinze filhos, que era viúva e que estava preocupada com o fato do namorado querer fazer sexo com ela recém-operada. Perguntei-lhe qual foi a orientação médica. Ela respondeu que a recomendação era de um mês sem fazer sexo e que ela pretendia cumprir mesmo precisando ir contra a vontade do namorado, que era bem mais jovem e insistia que precisava ser satisfeito. A história dessa senhora me impressionou em dois aspectos: o fato de ela estar com oitenta anos e não ter vergonha de falar de sexo (olha que eu nem perguntei) e o fato dela ter tido quinze filhos (já pensou: quinze gestações, quinze partos?). Abismada, resolvi comentar a história com uma colega de trabalho. A primeira coisa que escutei foi que a senhora era bem fogosa para a idade, pois ao contrário da mãe dela que nunca mais quis saber de homem depois que ficou viúva, não só arranjou um namorado como ainda tinha dificuldades em não fazer sexo.

Na segunda história, me contaram que um senhor de mais de setenta anos sofreu um derrame assistindo ao violento noticiário que costuma chegar todos os dias em nossas casas. Meses depois, vendo outra notícia violenta, novo derrame e o idoso passou a usar cadeira de rodas. O que me faz concluir que a família continuava expondo o idoso à violência dos telejornais, apesar do primeiro derrame. Será que pararam depois do segundo?

Terceira história: uma senhora de sessenta e nove anos, ao ver uma matéria interessante na televisão, envia um email para a emissora pedindo um número de telefone para entrar em contato com os realizadores da matéria. Ela costumava ver todos os dias o mesmo canal e mandou o email para a emissora habitual. A emissora respondeu que a matéria havia sido transmitida em outro canal e satirizou o fato de que provavelmente a senhora mudou de canal e nem percebeu. A senhora, chateada, comentou com sua filha o que aconteceu. A filha achou que a mãe “pagou o maior mico” e teve vergonha dela ao imaginar a direção da emissora recebendo tal email. Depois que essa filha foi para a faculdade, a senhora comentou com o filho que chegou do trabalho. Em momento algum ele demonstrou estar envergonhado com a confusão da mãe dele, disse que ela não deveria se preocupar que provavelmente quem respondeu o email era um estagiário e que qualquer pessoa no lugar dela também poderia ter se confundido se estivesse acostumado a assistir diariamente a mesma emissora e se esquecesse que mudou de canal no comercial.

Agora, pense em cada idoso. Pense nas dificuldades deles e na forma como cada um que convivia com ele lidava com essas dificuldades. Foram as melhores atitudes? O que você faria?

Depois de pensar nesses três exemplos, pense nos idosos da sua família. Reflita sobre a qualidade da atenção que você oferece a eles.

Homenagem aos antepassados falecidos é muito importante. E aos vivos também!


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento fará audiência pública em SP

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) foi criado com a missão de unificar as operações de ajuda ao desenvolvimento, já existentes, promovendo melhores condições de vida e de emprego, bem como o progresso econômico e social; criar e executar soluções para problemas internacionais no campo social, econômico e da saúde; promover a cooperação internacional para a cultura e a educação e promover o respeito universal aos direitos humanos e suas liberdades fundamentais sem distinção de raça, sexo, língua e religião.


Sobre a audiência

Será dia 10 de novembro, 14h30, no Memorial da América Latina e será a primeira para a definição de tema do Relatório de Desenvolvimento Humano no Brasil, a ser publicado durante 2009 e 2010. O objetivo dessa audiência é escutar a sociedade brasileira para a identificação e escolha do tema, para que possa ser feito um relatório que seja um documento vivo, a ser utilizado pelas pessoas. O modelo da consulta é aberto. Está lastreado na formação de parcerias com diferentes agentes sociais. A consulta pública nas principais capitais brasileiras, bem como naqueles 10 municípios de pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, fará do próximo relatório um documento único.


Sobre o público da audiência

O propósito é reunir representantes da sociedade civil, para que seja registrada a voz de São Paulo, na sua diversidade e complexidade. Será a busca de uma leitura inclusiva dos problemas sociais. Será importantíssima a presença de ONGs, academia, e funcionalismo.


Como será a audiência

Haverá uma apresentação sobre o que o Relatório pretende, seguido de um momento para a reflexão das pessoas e preenchimento de um questionário individual (com uma pergunta apenas). Após isso, será aberto um espaço para que alguns representantes dos questionários selecionados venham ao microfone e em poucos minutos expliquem suas razões de escolha dos temas. O microfone será controlado pelo moderador do PNUD para evitar abusos.


Expectativa da audiência

São três os objetivos principais:


  1. registro das respostas das pessoas,

  2. registro de suas razões, que podem ajudar a equipe do relatório a entender o grau de complexidade dos temas, de importância contextual e relevância para a cidade,

  3. convite às instituições e pessoas que as representam para a realização de parcerias para a formatação do relatório em produtos que possam ser entendidos e veiculados ao grande público.

PNUD Brasil:


Objetivos de Desenvolvimento do Milênio:


Relatórios de Desenvolvimento Humano anteriores:

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O Dia Mundial da Alimentação

Todo ser vivo requer alguma forma de nutrição para poder sobreviver. Faz parte de estar vivo. E nós, seres humanos, precisamos nos alimentar, respirar e nos hidratar. É o mínimo, o básico. O essencial. E, com todas as invenções humanas, não acabou-se a fome. Não me refiro àquela fome que você ou eu sentimos pela manhã, quando acordamos em jejum e que deixaremos de sentir logo após o café-da-manhã. Também não me refiro a qualquer outra fome que surja após a prática de um esporte, um dia de trabalho ou qualquer outro desgaste físico. Essa fome cotidiana, saciada com um prato de comida, não me preocupa. Basta comer que ela passa.
Refiro-me à fome dos que não tem o que comer por refeições seguidas. Por dias. E não estou falando somente dos africanos. Também estou lembrando dos nordestinos, de todos que vivem em regiões áridas, em favelas, embaixo de pontes, nos becos do mundo, todos que passam por privações, que vivem sem saber o que comerão no dia seguinte. Esses, sim, me preocupam. São os que tem a verdadeira fome, que os consome pouco a pouco, definhando-os e os fazendo minguar até que a doença e a morte terminem seu sofrimento. Isso, sim, é triste. E o pior é saber que não são poucos os que passam por situação semelhante.


Rubem Alves, em seu livro Quarto de badulaques, no conto O negócio das armas, escreveu que, "nos últimos anos, os países ricos gastaram trilhões de dólares (um trilhão é um "um" seguido de doze zeros: 1.000.000.000.000) na produção de armas". Se esse dinheiro tivesse sido empregue para acabar com a fome no mundo, este post não existiria. Mas, infelizmente, fornecer armas para manter guerras é lucrativo e extinguir a fome, não.
Enquanto lucrar for mais importante que outro ser humano, continuará havendo famintos no mundo.

Mais informações:
http://www.feedingminds.org/info/wfd_pt.htm

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Idoso

Hoje é o Dia Nacional e Internacional do Idoso. Mais do que uma data comemorativa, é um momento de reflexão. O que acontece com o idoso no Brasil e no mundo?
É preciso que observemos nossa conduta para não propagar o desrespeito nem o descaso. Há muitos relatos de idosos abandonados ou forçados a trabalhar, mesmo cançados e doentes. Pois ambas as situações precisam ser impedidas. O idoso merece respeito, pois assim como dedicou-se aos filhos e netos, também tem direito a receber amor.
Com o aumento da expectativa de vida, a parcela da população constituída por idosos tem aumentado gradativamente e, portanto, torna-se cada vez mais urgente a importância da conscientização dos jovens e adultos jovens.
E, do meu momento de reflexão, surgiram estes versos:
Idoso
Após o nascimento,
Viver é envelhecer.
Antes, o crescimento,
Depois, o amadurecer.
Envelhecer com dignidade
Demanda atenção e carinho.
Independente da idade,
Ninguém quer ficar sozinho!
Meu post anterior sobre idoso:
Os direitos do idoso:
Dicas para um envelhecimento saudável:

domingo, 7 de setembro de 2008

Independência pessoal

Muitas pessoas vivem suas vidas numa mera sucessão de dias. Não percebem que alguma rotina não é boa ou que poderiam viver melhor em algum setor pessoal. Às vezes, até reclamam que estão fazendo algo demais e que preferiam fazê-lo menos vezes, mas não mudam de atitude.
Na prática, tudo continua igual. As atitudes não mudam e, conseqüentemente, os problemas também não. E, para essas pessoas, os anos passarão e, quando se derem conta dos erros cometidos, já será tarde demais.
Acredito que todo mundo quer o melhor para si. Também creio que quem erra em prejuízo próprio o faz por desconhecimento de causa. Por isso, resolvi aproveitar o Dia da Independência do Brasil para escrever um texto que auxilie a independência pessoal.

Vamos começar pela independência financeira.
Tem gente que não sabe viver dentro dos seus limites financeiros. Faz crediários que sufocam ou ultrapassam o orçamento, enche o cartão de crédito de prestações, avança no limite do cheque especial e vive no vermelho. São pessoas que compram porque acham que precisam de algo naquele instante, que não podem continuar vivendo sem determinada coisa e, principalmente, não podem esperar juntar o dinheiro primeiro e comprar depois.
Há muitos que compram, compram e compram sem precisar, sem ter mais aonde enfiar tanta coisa em suas casas, coisas que certamente não precisam. Mas continuam a comprar. Comprar é como um vício, uma necessidade. É preciso ter sempre mais e mais. Ter o último modelo disto, o último lançamento daquilo, o não-sei-o-quê que está na moda...
É sempre assim: o top de linha de hoje já está ultrapassado amanhã e, quem se sente na necessidade de acompanhar o mercado, corre comprar o mais recente. É comprar, comprar e, depois, comprar. Não que comprar seja ruim. Não é isso. Adquirir coisas úteis é bom, facilita a vida, pode ser divertido, mas, o que não se pode fazer, é ter as compras como foco central. Comprar deve ser parte da vida e não o objetivo dela. E, como as demais partes da vida, a compra precisa ser planejada. Não se deve gastar mais do que se recebe. Por isso, se este mês você não tem dinheiro para comprar algo, não arranje uma dívida. Espere mais um pouco. Compre quando puder, sem ser levado por influência externas (propaganda, modismo, influência dos amigos que tem e você ainda não). Sem afundar em dívidas, você se mostrará responsável e poderá dizer que você é independente financeiramente, pois gasta apenas o que ganha. Se conseguir guardar algum dinheiro, melhor ainda! E isso será mais um motivo de satisfação pessoal!

Vamos falar um pouco da independência tecnológica.
Tem gente que tem compulsão por tela e só sabe se divertir se for em frente de uma. São pessoas que só encontram distração se for vendo televisão (principalmente quando é TV a cabo), jogando video-game, jogos de computador, navegando na internet, etc. Parece que a vida dessas pessoas se resume a estar atrás de uma tela. Não saem com os amigos, não lêem um livro, não praticam esporte. Não que eu tenha algo contra telas, não é isso. Afinal, estou atrás de uma, não é mesmo? Mas a diferença está na quantidade de tempo passado atrás dela. É preciso moderação, saber dosar o tempo empregue nessa forma de lazer e dividir com outras. Não dizem que o mal do século é a vida sedentária? Pois quem vive atrás de uma tela não pratica esporte. Você pode até dizer: "Mas tem aqueles jogos de dançar em o controle é um tapetinho". Sim, tem mesmo. Mas quantos viciados em tela o usam? E essa atividade realmente é a ideal? Pois esse é o problema do excesso de tela: falta de atividade física. Isso sem falar na falta de convívio social. Porque amigo virtual é bom, mas não substitui os de carne e osso.
Por todos esses motivos, é preciso saber medir o tempo empregue atrás de uma tela, dividindo-o com outras áreas de interesse. Seja você quem está no comando da tela!
Outro motivo de dependência tecnológica da atualidade é o celular. Começou com o telefone fixo. Principalmente para as mães de jovens desregrados, as contas telefônicas passaram a refletir as horas empregadas atrás do aparelho. Com o celular, tenho observado que o problema das contas caras atingiu outras faixas etárias. Já ouvi muito adulto (35-45) reclamando que não sabe como a sua conta está caríssima, novamente. Acho que o motivo número um chama-se papo-furado. As pessoas usam o celular para conversar sobre fofocas ou amenidades. Se utilizassem somente para emergências e recados importantes, isso não aconteceria. Quer ter uma conversa mais longa? Marque um encontro. Além de ser mais prazeroso, é mais econômico. A pessoa mora longe? Ligue no domingo, que a tarifa é mais barata ou mande uma carta, que é mais em conta ainda.
Não podemos criar dependência aos aparelhos. Os avanços tecnológicos criam uma enorme quantidade de coisas interessantes todos os dias. Precisamos utilizar os aparelhos ao nosso favor, sem nos deixar escravizar pelas máquinas. Os equipamentos devem diminuir distâncias, proporcionar conforto e diversão. Não devem nos privar de vivermos a vida, de cuidarmos de nós mesmos e daqueles que nos são importantes. Por isso, use a tecnologia a seu favor!

A independência alimentar é algo muito difícil de se manter atualmente. A sociedade moderna desenvolveu uma enorme variedade de guloseimas às quais se é difícil resistir. São salgadinhos de milho ou de batata, barras de chocolates variadas, bolachas recheadas, bolinhos, enfim, uma infinidade de alimentos prontos para comer e que costumam ser ricos em gordura, em sal ou em açúcar, sem falar nos conservantes. O mesmo problema ocorre quando vamos fazer um lanche rápido. As lanchonetes costumam oferecer salgados geralmente fritos ou lanches repletos de queijo, maionese ou bacon, o que significa mais porções de gordura. Se formos nos deixar levar por esses tipos de alimentos, ficaremos acima do peso e abaixo dos nutrientes necessários, carentes de fibras, vitaminas e sais minerais. É claro que lanches são apetitosos. As propagandas estão tentando te convencer disso o tempo todo. Você conhece o jingle do arroz-feijão-bife-salada? Não, mas o do Big Mac você sabe na ponta da língua. Mas é disso que você quer viver? Seu corpo é constituído do que você ingere. Se você viver de porcaria, não poderá ter saúde.
Portanto, para manter-se saudável, é preciso resistir e procurar alimentar-se de forma equilibrada. Coma besteira somente de vez em quando e procure para o seu cotidiano alimentos realmente nutritivos, ao invés de meras calorias vazias. Caloria vazia só serve para engordar. E depois que engordar, não adianta recorrer a dietas milagoras: reeducação alimentar é a solução. Coma mais saladas, mais legumes cozidos, evite frituras e alimentos com açúcar. E entenda que evitar é comer pouco, o que é diferente de comer nunca.
Você pode comer de tudo um pouco. Comendo assim, você não passa vontade, mas também não exagera. É o caminho do meio. E quantas pessoas tem dificuldade de seguir o caminho do meio... Infelizmente, é grande o número de pessoas que exageram. Um grande exemplo disso é quem come em restaurante. Se é por quilo, muitas pessoas avançam na mistura e fogem da salada. Se a comida é à vontade, repetem muitas vezes até não aguentarem mais. Se observar os dois exemplos, concluirá que ambos se esqueceram de comer com equilíbrio. Devemos escolher os alimentos de forma balanceada e em quantidades que nos satisfaçam, sem exceder.
Somente através de uma dieta diária equilibrada teremos saúde hoje e garantiremos um envelhecimento com menos doenças. E, como dizem, é melhor previnir do que remediar.
Portanto, pense bem: como você se alimenta? E coma de forma consciente!

Agora, a mais difícil de todas, a que requer mais atenção, pois exerce influência nas anteriores, é a independência emocional.
Vivemos em sociedade. Sim, isto é uma fato. Dependemos do outros para viver. Sim, isto é outro fato. Não cultivo os meus alimentos, não produzo algodão, não sei tecer, nem confeccionar as roupas que uso. Não fiz o apartamento em que moro. Preciso de eletrodomésticos que não produzi, que utiliza materiais que não sei fabricar. Todos os dias, utilizo bens e serviços realizados por outras pessoas. Assim é a vida em sociedade. Porém essa dependência diária precisa de alguns limites: os individuais.
Como ser social, o ser humano sente necessidade de estar em contado com outros seres humanos. Ele precisa se sentir aceito pelos familiares e amigos e, a maioria, quer encontrar um companheiro para compartilhar a vida, enfim, quer constituir família.
Esse convívio social costuma começar na escola, quando fazemos nossos primeiros amiguinhos.
Mas é na juventude que damos o grande passo em busca da nossa individualidade. Muitos jovens, quando estão procurando formar grupos de amigos, costumam fazer coisas erradas para se sentir aceitos. Começam a fumar, beber. Muitos usam drogas. Praticam atos de vandalismo ou pequenos furtos. Realizam pequenas maldades para outros jovens, só para o grupo se divertir. E, achando que estão realizando grandes proezas, vangloriam-se de suas atitudes. Tornam-se dependentes desses amigos. A roupa, o cabelo, os acessórios, os lugares freqüentados, o modo de falar, enfim, quase tudo na vida desses jovens passa a ser ditado pelas expectativas do grupo. Geralmente há um líder, que é o modelo no qual os outros se espelham. Os anos passam, esses jovens começam a trabalhar e acabam se afastando. Neste momento, muitos não desenvolveram sua auto-estima e continuam dependendo da opinião dos outros para se sentir aceitos.
Outro dia, ouvi uma jovem olhando seu celular dizer: "Ninguém me ligou hoje. Será que se esqueceram de mim?". Para essas pessoas, digo uma coisa: desde quando receber ligação se tornou sinal de afeto? Parem, pensem! Se sentir lembrado é algo bom, mas não podemos fazer disso uma compulsão. Precisamos aprender a existir independente da opinião alheia sobre nós.
Essa dependência afetiva, quando não resolvida, vai crescendo, e a insegurança se reflete em alguma compulsão. Tem quem coma demais, quem viva em baladas (medo de ficar só?), quem se esconde atrás de uma tela, quem liga para todo mundo o tempo todo, quem compra demais, enfim, existe uma grande variedades de exageros cometidos por pessoas que, na verdade, o que realmente querem é se sentir queridas e amadas.
Qual é a solução? Dedicar-se aos seus amigos e familiares sem perder de vista a sua individualidade. Dedique um tempo para você. Faça coisas que você goste, aprenda coisas novas (um curso, por exemplo), descubra uma atividade física de que goste e pratique. Enfim, cuide-se física e psicologicamente. Invista em você! E faça apenas o que você quer, independente de moda ou opiniões alheias. Construa a sua opinião. Avalie e escolha o que é melhor para você!

E o que eu quero dizer com tudo isso? Eu quero que você pense. Reavalie a sua vida.
A independência pessoal se faz em cada atitude que tomamos de forma consciente e livre das influências externas. Conselhos são ruins? Não foi isso o que eu quiz dizer. Afinal de contas, o que estou escrevendo parece um conselho, não é? Mas perceba a diferença: não estou ditando algo. Estou pedindo que pense. Que escute o que os outros tem a dizer e que você decida. Você é a única pessoa que sabe o que é melhor para você. Mantenha-se no controle da situação.
Tudo o que é feito de maneira exagerada e em detrimento de uma melhor qualidade de vida, é ruim. Podemos fazer muitas coisas, desde que com moderação. Precisamos equilibrar nossas atitudes, de forma a agir levando em conta a complexibilidade de nossa existência e abrangendo momentos de dedicação a nós mesmos, aos amigos e aos familiares. E esse equilíbrio deve estar presente quando compramos, quando comemos, na hora de escolher o que vestir, como cuidamos da nossa saúde...

Sim, são muitos setores a serem diariamente cuidados e que, por isso mesmo, é preciso ter em mente o que é melhor para nós mesmos e não deixarmos nos influenciar pela publicidade. Por isso enfatizo tanto a importância de você se tornar independente, de você decidir por você mesmo sem se deixar levar por motivos externos. A publicidade quer que você compre (independente de você poder ou precisar), as propagandas querem te levar a comer (independente do alimento ser saudável), as revistas de moda querem ditar o que você deve vestir (independente do seu orçamento ou sequer levando em conta o seu gosto pessoal), a tecnologia (celular, video-game, internet, TV) quer se fazer irresistível (e se você deixar, adeus vida social).

Não aceite viver escravo da opinião alheia.
Não viva em função da moda.
Não viva para agradar os outros, nem para se sentir aceita ou amada.
Não se deixe prejudicar.
Viva procurando o que é melhor para você.
Faça o que você escolher, o que você decidir.
Independência pessoal, como o próprio nome diz, é algo que vem de dentro da pessoa.
Então, dê seu grito de independência e parta para a ação: a sua vida é você quem faz!

sábado, 26 de abril de 2008

A beleza está nos olhos daquele que vê, se ele parar para ver

Esta semana passei minhas viagens de volta do trabalho admirando a beleza do pôr-do-sol, que tem estado lindo no outono. E percebi que praticamente ninguém faz o mesmo. Além dos adultos cansados, percebi que até as crianças parecem ocupadas demais para olhar através da janela e admirar o sol poente, que em poucos minutos desaparece no horizonte. Quando comentei com a minha filha para que ela olhasse, ela me respondeu: “Mas o sol se põem todo dia!”. Isso me fez pensar bastante. Só porque o sol se põem todo dia o pôr-do-sol é menos bonito ou deve ser menos apreciado? Insisti para que ela olhasse até que, vencida pelo cansaço, ela o fez. E, admirada, concordou comigo: “Está mesmo lindo!”.
Assim imagino que ocorra com tantas coisas em nossas vidas, que talvez pela forma frenética como que vivemos, já não damos tanta atenção. O que me fez pensar nas coisas que as pessoas valorizam. Tudo parece girar em torno do consumismo. É ter um celular/computador/vídeo game/câmera digital/filmadora/carro de último tipo, ter a roupa/calçado/acessórios da moda, etc. Enfim, parece que estar sempre comprando para se sentir atualizado é uma espécie de necessidade que, ao ser saciada, proporciona felicidade. Porém uma felicidade temporária, pois logo virá o lançamento de um novo modelo com mais opções e você se sentirá obsoleto e infeliz até adquirí-lo.
Com isso, o consumismo gera minutos de alegria e meses de insatisfação. E onde ficou o prazer pelas coisas que não precisam ser compradas? Devemos investir mais tempo em nos sentir felizes por conversar com alguém, dar risada, ver um pôr-do-sol ou a beleza de uma flor, pois são alegrias gratuitas que estão disponíveis ao nosso redor e que, muitas vezes, não valorizamos. Se pararmos para pensar no valor das coisas, o que é realmente digno da nossa felicidade? O que devemos escolher para nos fazer feliz: ter algo ou valorizar alguém? Quando digo valorizar alguém, estou me referindo a prezar mais a si, seus familiares e amigos, os animais, as plantas, o planeta, o universo, enfim, valorizar a vida e não os objetos. Valorize conversas, sorrisos, pássaros cantando, vento balançando folhas, nascimentos, crianças brincando, a lua e as estrelas, uma comida gostosa que você preparou, e tantas outras coisas que acontecem a todo instante mas que se você não parar para admirar sua beleza, perderá um momento de felicidade.
A vida é repleta de momentos felizes, basta saber olhá-los. Olhe com atenção a vida ao seu redor e seja mais feliz!



Fotos do pôr-do-sol do dia seguinte ao qual conversei com minha filha:




Detalhe da 2ª imagem:

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Dia do Idoso



O Dia Nacional do Idoso foi estabelecido em 1999 pela Comissão de Educação do Senado Federal e serve para refletir a respeito da situação do idoso no País, seus direitos e dificuldades.



A população no mundo está ficando cada vez mais velha e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta.

O Brasil, que já foi celebrado como o país dos jovens, tem hoje cerca de 13,5 milhões de idosos, que representam 8% de sua população. Em 20 anos, o País será o sexto no mundo com o maior número de pessoas idosas. O dado serve de alerta para que o governo e a sociedade se preparem para essa nova realidade não tão distante.

O avanço da medicina e a melhora na qualidade de vida são as principais razões dessa elevação da expectativa de vida em todo o mundo. Apesar disso, ainda há muita desinformação sobre as particularidades do envelhecimento e o que é pior: muito preconceito e desrespeito em relação às pessoas da terceira idade, principalmente nos países pobres ou em desenvolvimento. No Brasil, são muitos os problemas enfrentados pelos idosos em seu dia-a-dia: a perda de contato com a força de trabalho, a desvalorização de aposentadorias e pensões, a depressão, o abandono da família, a falta de projetos e de atividades de lazer, além do difícil acesso a planos de saúde são os principais.

Segundo pesquisa do IBGE, em 1999, apenas 26,9% do total de idosos no País possui algum plano de saúde, sendo que em algumas regiões como o Nordeste essa taxa ainda cai para 13%. As mulheres são ainda mais afetadas, porque vivem mais tempo e, em geral, com menos recursos e menos escolaridade.

Diante desse quadro, o governo brasileiro precisa elaborar, o mais rápido possível, políticas sociais que preparem a sociedade para essa mudança da pirâmide populacional.

Um destaque no País no auxílio à terceira idade é Brasília. Foi a primeira localidade a criar uma Subsecretaria para Assuntos do Idoso, além de instituir o Estatuto do Idoso, regido por princípios que registram o direito das pessoas mais velhas a uma ocupação e trabalho, como ainda acesso à saúde, justiça, cultura e sexualidade, além de poder participar da família e da comunidade. Trata-se de um modelo que deve ser seguido em todo o País. Afinal, respeitar e ouvir o idoso é obrigação de toda a sociedade."

Fonte:

http://www.bernerartes.com.br/ideiasedicas/historia/idoso.htm




Tenho visto muitas formas diferentes de tratamento aos idosos. Vejo filhos zelosos, que cuidam de seus pais com carinho e respeito, filhos que abandonam seus pais em asilos e outras instituições semelhantes, sem sequer visitá-los, filhos que fazem de tudo para melhorar a qualidade de vida de seus pais e filhos que só sabem reclamar de seus genitores e que não vêem a hora de livrar-se deles.

Sei que grande parte do cuidado dispensado ao idoso é fruto da educação dada ao filho, pois acredito que é de pequeno que se passa a maioria dos valores que um indivíduo carrega pela sua vida. Não que filhos bem educados não possam vir a se tornarem adultos ingratos, mas a regra costuma ser: ensinar o respeito hoje, para colhê-lo amanhã.

Vejo que há pais que fazem tudo que seus filhos exigem, pois os adultos sequer ensinam seus pequenos a pedir com educação. E se hoje as crianças são criadas mimadas, achando que o mundo deve servi-los apenas, quando seus pais se tornarem idosos serão vistos como um estorvo, pois estarão na fase de precisar de cuidados ao invés de serem os cuidadores.

Acho que se a célula familiar não cumpre sua função educadora, é mais difícil passar o conteúdo através da escola ou de campanhas do governo, pois o exemplo de casa é sempre muito marcante no desenvolvimento da criança. Acredito que uma forma de minimizar o problema seria se o governo incentivasse os pais a ensinarem seus filhos, seja fazendo palestras à comunidade ou distribuindo cartilhas. Se os pais fossem conscientizados, talvez percebessem que estão semeando hoje o filho omisso de amanhã.

Não adianta só dizer que o idoso merece respeito.

É preciso mais do que isso.

É preciso amor!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

21 de setembro: Dia da Árvore!

Por que a data 21 de setembro?
Os povos indígenas brasileiros sempre cultuaram as árvores à época das chuvas ou quando se preparava a terra para semear. Então, no Brasil adotou-se a data que marca a entrada da primavera.

Por que um dia para a árvore?
Árvore é sinônimo de vida. A preservação das matas nativas e a proteção dos mananciais é a manutenção da diversidade da flora e fauna brasileiras.
Por isso este dia é um momento para refletir. Muitas escolas incentivam seus alunos a fazer uma redação sobre o tema e em algumas delas, plantam uma muda no seu pátio. Desta forma, conscientizam os alunos e formam os futuros cidadãos que deverão dar continuidade na tarefa de cuidar das nossas árvores.

E por que a árvore é importante?
- embeleza ruas, praças e jardins
- refresca o ambiente, oferecendo sombra e mantendo a umidade do ar
- retem a fuligem e poeira do ar
- mantem o solo firme, sendo indispensável em encostas, nascentes e margens de rios
- oferece abrigo a muitos animais silvestres
- é fonte de muitas substâncias medicinais, como óleos, resinas, gomas, essências, frutos, flores
- sua madeira é usada nas construções e no mobiliário, celulose para o papel, carvão para as caldeiras

Conclusão
Plantar e cuidar do desenvolvimento de uma árvore é contribuir para a manutenção da qualidade de vida!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Valorização da Vida

Quando alguém sobrevive a um grande acidente, lembra-se da importância que a vida tem.
Ao saber da notícia de uma morte súbita, as pessoas percebem o quanto a vida pode se acabar num instante.
Quando alguém adoece gravemente, passa a valorizar mais a vida, querendo curar-se e manter-se vivo a qualquer custo.
Ao sabermos de desastres naturais, acidentes coletivos e guerras, sentimos a perda da vida das inúmeras pessoas que se foram abruptamente e que não poderão desfrutar da vida até morrer de velhice.
Quando um bebê morre, seja ainda no ventre materno ou aos tenros meses de idade, lamentamos toda uma vida que deixou de ser vivida.
Ao lermos notícias dos mortos por acidente de trânsito e violência nas ruas, pensamos em quanto a vida é frágil e pode acabar num segundo.
Morrer já não é algo desejável, ainda mais quando acontece por motivos alheios à velhice. Além disso, muitos temem a morte. Mas quantos valorizam a vida? Quem acorda feliz por estar vivo?
Os dias passam, as pessoas estão sempre apressadas em suas rotinas casa-trabalho, trabalho-casa. Tenho observado que somente mediante o confronto com a morte é que as pessoas param um instante e se lembram do valor de estar vivo. Essas pessoas lamentam o falecimento por alguns dias ou meses, mas logo se vêem novamente atarefadas demais para pensar em outra coisa. E acabam os meses, somam-se os anos, lamenta-se a perda dos parentes e amigos, até que essas pessoas se vêem cada dia mais perto das suas próprias mortes.
Então, dizem que o tempo passou depressa e que mal tiveram oportunidade de aproveitar a vida.
Contudo, pode-se chegar à velhice de uma outra maneira: vivendo de forma consciente.
Valorize o fato de estar vivo. Viver não é bom? Pois regojize-se com isso!
Fique feliz pela sua vida e pela daqueles que o cercam. Viva intensamente, aproveitando o tempo e não deixando-o passar ocioso. Sinta o real valor dos momentos de convívio: nunca se sabe quando será o próximo ou se será a última vez. Disponha de seu tempo: faça coisas, colabore, se divirta, participe, crie algo... Preencha sua vida com aquilo que você escolheu e não deixe que as horas escoem umas após as outras sem se dar conta do que foi feito delas.
Sua vida é o que você tem de mais precioso.
Valorize!