Havia um jogo de video game para Atari que se chamava Enduro. Era um uma corrida onde o cenário ia mudando para entardecer, noite, neblina, neve e voltava ao dia. O seu objetivo era ultrapassar os carros adversários para garantir o 1º lugar. Nos períodos de pouca luz, você via apenas os faróis traseiros do outro carro surgirem na sua frente quando já estava quase batendo. Caso batesse, seu carro perdia velocidade e era ultrapassado por vários carros e você precisa tornar a ultrapassá-los. O jogo tinha gráficos simples, composto basicamente de quadrados e retângulos.
Há muitos anos que já não possuo mais esse jogo, mas hoje vi na vida real uma sequência de ultrapassagens muito semelhantes às que eu costumava executar. Um carro X veio a mais de 120km/h pela pista da esquerda até encostar em um carro Z que não abria passagem, nem acelerava. Então, o carro passou X passou para a pista central e acelerou até encostar em um carro A, sem poder ultrapassar pela esquerda pois lá havia um carro B. Então, X passou pela pista da direita, ultrapassou A, passou para pista central, ultrapassou B, mudou para a pista da esquerda e acelerou até encostar em C, que agiu como Z e o esquema de ultrapassagens pela direita repetiu-se.
Confesso que fiquei receosa, pois nunca presenciei um acidente de trânsito grava e, ao contrário do video game, aquele poderia envolver vítimas reais.
Felizmente a pessoa apressada do carro X não sofreu as consequências de seus atos levianos.
Mas isso me lembra um desenho do Pateta: quando ele entrava em seu carro, ele deixava de ser o pacato senhor andante para se tornar o agressivo senhor volante. O desenho é antigo, mas cada vez mais se mostra atual, com as centenas ou talvez milhares de senhores volantes dirigindo agressivamente por aí.
Sei que existe curso de direção defensiva, mas cada vez mais eu penso se quero ter um carro e correr o risco de encontrar um senhor volante por aí...
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Paródia de Whisky a Go-Go
Ontem eu falei sobre paródia, o que me lembrou uma que eu fiz com minhas amigas no 1º ano do colegial. Foi com a música Whisky a Go-Go, do Roupa Nova. Me lembro até da coreografia...
Então, pense na melodia e acompanhe a letra:
Quando eu li me nome no jornal,
eu não sabia o que ia acontecer.
Ir pro Cotuca era animal,
Virar um bixo e o cabelo perder.
Sentir na pele aquela tesourinha
e a canetinha a me rabiscar,
fazer pedágio debaixo do sol
e as brincadeiras que eram de humilhar.
Aí vieram as provas,
o dia inteiro era estudar.
Depois vieram as notas,
eu quase quis me suicidar!
Refrão:
Eu me matei de tanto estudar,
não via a hora da prova acabar.
Eu me ferrei,
não sei onde isso vai dar!
Primeiro ano é muito difícil,
segundo ano é uma missão,
terceiro ano é quase impossível,
pra eu me formar vai ser um problemão.
Acordar cedo, que vida terrível,
fazer estágio, ir de lotação.
Você se mata a manhã inteira
e no Cotuca só se tem ração.
Até a formatura,
ainda vai ter muito chão.
E ainda ter que aguentar
aquele chato do Nirdão!
Refrão: (duas vezes)
Eu me matei de tanto estudar,
não via a hora da prova acabar.
Eu me ferrei,
não sei onde isso vai dar!
Então, pense na melodia e acompanhe a letra:
Quando eu li me nome no jornal,
eu não sabia o que ia acontecer.
Ir pro Cotuca era animal,
Virar um bixo e o cabelo perder.
Sentir na pele aquela tesourinha
e a canetinha a me rabiscar,
fazer pedágio debaixo do sol
e as brincadeiras que eram de humilhar.
Aí vieram as provas,
o dia inteiro era estudar.
Depois vieram as notas,
eu quase quis me suicidar!
Refrão:
Eu me matei de tanto estudar,
não via a hora da prova acabar.
Eu me ferrei,
não sei onde isso vai dar!
Primeiro ano é muito difícil,
segundo ano é uma missão,
terceiro ano é quase impossível,
pra eu me formar vai ser um problemão.
Acordar cedo, que vida terrível,
fazer estágio, ir de lotação.
Você se mata a manhã inteira
e no Cotuca só se tem ração.
Até a formatura,
ainda vai ter muito chão.
E ainda ter que aguentar
aquele chato do Nirdão!
Refrão: (duas vezes)
Eu me matei de tanto estudar,
não via a hora da prova acabar.
Eu me ferrei,
não sei onde isso vai dar!
Pérolas da Infância
- O que tinha no seu almoço hoje, filha?
- Arroz, feijão, carne moída e salada de acerola.
- Salada de acerola?!
- É, por quê? Algum problema?
- Acerola é uma fruta... Nunca vi servirem salada de fruta antes...
- Não era fruta, era uma folha de gosto amargo.
- Ah, escarola!
- Arroz, feijão, carne moída e salada de acerola.
- Salada de acerola?!
- É, por quê? Algum problema?
- Acerola é uma fruta... Nunca vi servirem salada de fruta antes...
- Não era fruta, era uma folha de gosto amargo.
- Ah, escarola!
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Escolas públicas X escolas particulares
"Quase a metade dos estudantes do Estado de São Paulo termina o ensino médio (antigo colegial) com conhecimentos em escrita e leitura esperados para um aluno de oitava série, revela reportagem publicada na edição desta segunda-feira da Folha de S.Paulo.
Dados, extraídos do último Saeb (exame federal de avaliação de aprendizagem), realizado em 2005, mostram que 43,1% dos alunos do terceiro ano tiveram notas inferiores a 250, patamar fixado como o mínimo para a oitava série pela secretária de Estado da Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro.
A reportagem mostra ainda que o quadro seria pior se os alunos da rede privada fossem retirados da conta. A média dos estudantes das escolas públicas do Estado é 21,2% inferior à dos alunos das particulares."
Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u332803.shtml
Se levando-se em consideração os alunos das escolas particulares as notas já são ruins, isso significa que o ensino fornecido nas escolas públicas está muito, muito deficitário.
Já é sabido de longa data que alunos oriundos do 2º grau da rede pública não costumam passar no vestibular das universidades públicas porque os alunos vindo da rede privada estão muito melhor preparados. Mas descobrir que a nota de um aluno da rede pública que saiu do 2º grau é quase igual a de um aluno da 8ª série significa que não só ele está mal preparado para os grandes vestibulares, como também ele não acrescentou quase nada aos seus conhecimentos de leitura e escrita. Ou seja, ele estudou mais 3 anos e não aprendeu quase nada!
Isso mostra a calamidade da educação pública, que outrora era tão boa. Antes, suas vagas eram disputadas a cada série, ficando em escola particular somente os alunos que não conseguiam acompanhar. Agora, quem tem dinheiro garante um futuro melhor aos seus filhos e quem não tem...
É triste, mas o ensino público está cada vez pior. Da época que eu cursei, vejo que muita coisa mudou e não foi para melhor. Até quando o governo irá sucatear o ensino? Até quando?
Sei que um governo prefere um povo que não questione para facilitar sua opressão, mas acho que já passamos há muito tempo da época em que as pessoas se satisfaziam com apenas pão e circo. As pessoas querem estudar para conseguir melhores empregos, prova disso são as inúmeras faculdades que surgem a cada dia.
Sonho com um futuro melhor. Pena que, no presente, minha filha já dependa das escolas públicas...
Dados, extraídos do último Saeb (exame federal de avaliação de aprendizagem), realizado em 2005, mostram que 43,1% dos alunos do terceiro ano tiveram notas inferiores a 250, patamar fixado como o mínimo para a oitava série pela secretária de Estado da Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro.
A reportagem mostra ainda que o quadro seria pior se os alunos da rede privada fossem retirados da conta. A média dos estudantes das escolas públicas do Estado é 21,2% inferior à dos alunos das particulares."
Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u332803.shtml
Se levando-se em consideração os alunos das escolas particulares as notas já são ruins, isso significa que o ensino fornecido nas escolas públicas está muito, muito deficitário.
Já é sabido de longa data que alunos oriundos do 2º grau da rede pública não costumam passar no vestibular das universidades públicas porque os alunos vindo da rede privada estão muito melhor preparados. Mas descobrir que a nota de um aluno da rede pública que saiu do 2º grau é quase igual a de um aluno da 8ª série significa que não só ele está mal preparado para os grandes vestibulares, como também ele não acrescentou quase nada aos seus conhecimentos de leitura e escrita. Ou seja, ele estudou mais 3 anos e não aprendeu quase nada!
Isso mostra a calamidade da educação pública, que outrora era tão boa. Antes, suas vagas eram disputadas a cada série, ficando em escola particular somente os alunos que não conseguiam acompanhar. Agora, quem tem dinheiro garante um futuro melhor aos seus filhos e quem não tem...
É triste, mas o ensino público está cada vez pior. Da época que eu cursei, vejo que muita coisa mudou e não foi para melhor. Até quando o governo irá sucatear o ensino? Até quando?
Sei que um governo prefere um povo que não questione para facilitar sua opressão, mas acho que já passamos há muito tempo da época em que as pessoas se satisfaziam com apenas pão e circo. As pessoas querem estudar para conseguir melhores empregos, prova disso são as inúmeras faculdades que surgem a cada dia.
Sonho com um futuro melhor. Pena que, no presente, minha filha já dependa das escolas públicas...
Pérolas da Infância
Semana passada, minha filha não foi à escola porque estava doente e hoje estava copiando uma lição de um amiguinho. Logo no título, ela não entende a letra e pergunta:
- Mãe, o que é um dia paro?
- Como?
- Eu não entendi, aqui está escrito paro dia. Que tipo de dia é esse?
Então, fui ler:
- É paródia! E escreve-se numa palavra só!
- Mãe, o que é um dia paro?
- Como?
- Eu não entendi, aqui está escrito paro dia. Que tipo de dia é esse?
Então, fui ler:
- É paródia! E escreve-se numa palavra só!
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