quarta-feira, 9 de julho de 2008

Nariz

O ser humano tem uma incrível capacidade de divagar sobre um tema ou, como é mais popularmente conhecido, viajar na maionese. Sei que sou um grande exemplo disso, pois já passei longas horas conversando e chegando a conclusões mirabolantes, principalmente quando acompanhada da minha melhor amiga. Lembro-me de uma tarde em que estávamos na casa da mãe dela. Começamos falando sobre a mudança do disco de vinil para o CD e terminamos conjecturando sobre a existência de vida alienígena inteligente e suas possíveis incursões ao nosso planeta. Mas, reminiscências à parte, deixe-me contextualizar o título deste post.

Era noite e, como tem acontecido nos últimos meses, estava sofrendo de congestão nasal. Por mais que eu lavasse com soro fisiológico, por mais que eu tentasse assoar, nada do que eu fizesse aliviava a sensação e me permitia respirar adequadamente. Então, passei a reclamar da minha rinite alérgica, que tem me atormentado desde maio. Naquele mês, o médico me receitou um xarope com anti-alérgico que me deixava com muito sono e me dificultava trabalhar. Era preciso fazer um esforço extra para prestar mais atenção do que a de costume para não cometer nenhum erro, tendo em vista que trabalho atendendo doentes e não posso falhar. No início de junho tive quinze dias de paz e quietude, onde a ausência de frentes frias me permitiu uma melhora significativa. Passada a calmaria, minha rinite voltou com força total e, ao retornar ao médico, fui categórica ao pedir um remédio que não me deixasse com sono. Funcionou, pois me prescreveram um spray nasal que não dá sonolência, apenas baixa a minha resistência, por ser corticóide e me deixa gripada. Terei de usar o spray por um mês. Resumindo: troquei a rinite alérgica pela gripe. É claro que a gripe é mais vantajosa, tendo em vista que seus sintomas não irritam tanto e que, passados alguns dias, ela vai embora. Mas, na noite em questão, a minha reclamação se resumia ao fato do meu nariz estar congestionado. Então, num acesso de auto-indignação, conclui: melhor seria se eu tirasse meu nariz de uma vez. Seria o fim dos problemas. Nada mais de noites mal dormidas, nada mais de sensação de sufocamento ou rolos de papel higiênico usados constantemente. Seria a solução dos meus problemas.

Assistindo a TV, comentei sobre algo que gerou a seguinte resposta: se eu tivesse tirado meu nariz, não poderia mais metê-lo aonde ele não fosse chamado. Já pensou? Eu não seria mais dona do próprio nariz, não teria mais nariz gelado ou coceira nele, nunca colocaria um pircing no nariz ou um nariz de palhaço, não poderia mais me identificar com a música "Ai meu nariz" do Balão Mágico, não poderia andar de nariz empinado, nem torcer o nariz se não gostasse de algo, não correria o risco de cutucar ou quebrar o nariz, não poderia achar a solução dos meus problemas debaixo do próprio nariz, não escutaria mais que meu nariz cresceria se eu mentisse, mas poderiam pensar de mim "Antes fanhoso do que sem nariz", não poderia mais dizer "Cuida do teu nariz que do meu cuido eu". Eu até sentiria falta dele ao ler algumas frases de para-choque de caminhão, como "Urubu quando está infeliz cai de costas e quebra o nariz", "Malandra é a foca, pois equilibra a bola no nariz", "Para que um olho não invejasse o outro, Deus colocou o nariz no meio". E usar óculos, já pensou? Sem nariz para apoiar?

Sei que nariz de porco não é tomada, e mesmo que eu tenha que assoar o nariz ou ter congestão nasal, ter nariz é muito bom! Não vejo a hora do meu voltar a funcionar... Aromas, odores, meu olfato os aguarda ansioso!
Hoje meu nariz até que está melhor. O que anda me incomodando mais é a tosse. Mas isso já fica para outro post... Ou talvez não. Chega de falar de doença.
Mas ainda falando em nariz, agora em nariz saudável, aproveitei a viagem na maionese para procurar imagens com o tema e me diverti bastante! Segue abaixo uma montagem com as melhores.
E como diria o Bozo: adeus e uma bitoquinha na potinha do nariz!


Mais ditados populares em:
http://www.renatamachado.com/servicos_ing_ditados.htm

Frases de para-choque em:
http://www.terrabrasileira.globolog.com.br/archive_2006_01_08_9.html

Expressões e dizeres populares:
http://pintopc.home.cern.ch/pintopc/WWW/cois&lois/Dizeres.html

Origami de Esfinge e outros:
http://rfoelker.sites.uol.com.br/simples.html

3 comentários:

Luiz Lailo disse...

Felizmente eu nem resfriado pego.

Tenho um gatinho chamado Narizinho e esse nome se deve a uma doença que ele teve chamada Esporotricose que deixou seu septo nasal assemelhado ao de um rinoceronte.

Bárbara Stracke disse...

que divagação! hehehe

nariz é algo mesmo muito bizarro, mais do que pé e dedão. 0..0'

imagina ter nariz e não ter orelhas? tbm não dá pra colocar óculos... não os comuns. rs

bjz

Diego Munhoz disse...

Caramba Bel, muito obrigado pela visita ao meu blog e pelos tantos comentários que você deixou. Fiquei realmente contente que vc tenha curtido meu trabalho e espero sua visita mais vezes...

Em breve estarei atualizando-o, pois tenho bastante material novo para postar, só está mesmo faltando tempo de fazer isso, hehehehe, os livros didáticos estão me consumindo todo o dia...

Mais uma vez brigadão!!!